terça-feira, 18 de abril de 2023

Para além do imediatismo, senso comum e conservadorismo, a Educação requer pesquisas, debates e conhecimento


 Gabriel Postigliatti*

É muito mais cômodo ficarmos no senso comum quando precisamos expor nossas opiniões a respeito de temas delicados. A situação da violência ou das violências nas escolas, e aqui me atenho às públicas, não foge disso. Claro que queremos que a escola tenha segurança, mas é necessário aprofundarmos o debate, porque de senso comum já estamos fartos. 

Por isso, precisamos buscar pesquisas, ouvir especialistas, experiências em outros países e principalmente trazer os trabalhadores da Educação para o debate, porque não é um problema só da segurança pública. A violência é crônica e de âmbito social, econômico, político, cultural que se faz nas escolas como um reflexo do que há na sociedade. 

O imediatismo nos faz pensar que colocar polícia armada ou a segurança privada dentro das unidades de ensino são ações que nos trarão segurança. Os EUA gastaram bilhões em segurança nas escolas e não conseguem resolver o problema. Estamos falando de verba pública. 

De acordo com professores que estudam e realizam pesquisa sobre o assunto nos EUA, os casos de violência aumentaram mesmo depois de ter todo tipo de vigilância e guardas armados nas escolas.

O que explica isso? Primeiro, é ter a consciência de classe entendendo que esse modelo neoliberal só traz desgraças para a classe trabalhadora. A educação brasileira vem abraçando firmemente essa ideologia e no governo Lula-Alckmin não está sendo diferente.

Há uma elite financeira, formada pelo Banco Mundial, outras famílias bilionárias e corporações que se envolvem com o  sistema de educação brasileiro adotando modelos pedagógicos que promovem o individualismo, a concepção da competição e de resultados, a falácia da meritocracia, a ilusão do empreendedorismo, o esvaziamento do conteúdo político para uma cidadania ativa e crítica, num contexto de ausência de reivindicação, jogando a responsabilidade do sucesso ou insucesso no próprio indivíduo, além de incentivar a privatização da Educação.

Os resultados dessas intervenções no cenário nacional são as piores possíveis, ou seja, um ensino com péssima qualidade, uma quantidade enorme de excluídos, vivendo em condições degradantes, além de outras séries de desmantelamentos sociais.

A partir desse raciocínio, pode-se concluir que esse modelo que estimula a competição para satisfação do mercado, do capital gera a desigualdade, a marginalização, o que pode servir de alimento para algumas violências sociais.

Esse modelo é o agraciado pelas elites hegemônicas, as classes dominantes, em detrimento a um projeto político-pedagógico que estimule formas cada vez mais coletivas de organização e conhecimento. 

É importante também ver na História que essas elites, sempre que têm a oportunidade, recorrem à extrema-direita nazifascista. A extrema-direita protege os privilégios da elite financeira, do agronegócio, da indústria, dos donos do capital em geral.

Esse pensamento vem ganhando força no Brasil nos últimos anos e também é causa das violências, visto que os jovens estão desorientados e essa mentalidade reacionária, em suas devidas proporções, tem assediado adolescentes. Como consequência, alguns casos de bullying se refletem no dia a dia das escolas.

Os grupos do submundo das redes sociais (deep web), os quais muitos jovens estão inseridos, inclusive o adolescente que esfaqueou a professora na Vila Sônia, em São Paulo, e o que praticou o atentado em Suzano, compartilham o discurso racista, xenofóbico, homofóbico.

A famigerada data de 20 de abril, escolhida para causar o pânico nas famílias e que tem provocado uma onda de ameaças e fakenews, faz referência ao ataque na Escola de Columbine nos EUA em 1999. A data é uma escolha estratégica, pois é a data de nascimento de Adolf Hitler, ditador alemão que nasceu em 20 de abril de 1889.

Isso nos diz algo, não? Diz que a ideologia neonazista, nazifascista deve ser varrida da sociedade. Infelizmente, no período de 2018 a 2022, o Brasil foi governado por um simpatizante de ideias da extrema-direita, novamente apoiado pelas elites financeiras do país. O ódio aos povos originários, às comunidades negras, quilombolas, aos homossexuais, o discurso xenofóbico esteve latente na boca do ex-presidente Bolsonaro e dos seus entusiastas.

Esse fato também deve ser aliado aos fatores das violências, não só no âmbito escolar, mas em toda a sociedade. Vi muitos compartilharem em suas redes sociais aquele texto que diz: "no meu tempo que era bom, cantávamos o hino nacional nas escolas, não tínhamos uniforme, não recebíamos bolsa família, mas tínhamos respeito…podíamos xingar o gordo de gordo, o homossexual de bicha, o negro de preto encardido...mas todo mundo se abraçava no final…" 

É deprimente porque vi até mesmo colegas professores compartilhando dessas opiniões. Diante disso, não adianta falar de cultura de paz sem tocar na questão das discriminações. Isso está enraizado na nossa vida e deve ser veementemente combatido. O passado deve servir de amparo para o que não devemos fazer mais, porque o mundo evolui. Não podemos ficar nesse conservadorismo que só segrega e que gera intolerância com a natureza da diversidade humana. 

É hora de dar luz às condições de trabalho dos trabalhadores em Educação das redes públicas, intensificar e promover a formação dos professores, para que haja práticas pedagógicas voltadas ao trabalho coletivo, à Educação de maneira integralizada (intelectual e física), que faça o estudante ser um agente vivo na sociedade.

Para isso, antes, já passou da hora de ouvir os profissionais, os estudantes, as famílias e todos os envolvidos na Educação. É necessário também ter psicólogo, assistente social à disposição não só dos estudantes, mas das próprias comunidades escolares e retirar essa sobrecarga das costas dos professores. 

Os atores da escola precisam refletir se o espaço da Educação está realmente tendo condições de proporcionar o acolhimento das crianças e adolescentes sem os trabalhadores terem que se virar nos trinta para que isso aconteça.

(*) Professor da rede pública municipal de Ensino e presidente do Simted Corumbá

 

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Violência nas escolas é reflexo da violência na sociedade



A violência na escola é um reflexo da violência na sociedade. Propomos refletir e analisar a violência em uma perspectiva multifacetada – uma violência sistemática que inclui como causa fatores sociais, econômicos, políticos e culturais.
O cenário de desigualdade social, onde predomina a filosofia política neoliberal, que prega o individualismo e a competição desenfreada e que se insere nas práticas pedagógicas atuais, associado ao sucateamento da Educação Pública contribuem para a marginalização de grupos sociais. Além disso, a falta de investimentos em educação, a precariedade das estruturas escolares e a carência de oportunidades para formação do sujeito na sociedade também agravam o problema.
Os valores da filosofia neoliberal e capitalista se correlacionam com os valores da ideologia do nazifascismo em momentos da História em que essas correntes políticas e econômicas entram em crise estrutural fomentando, assim, a cultura do ódio presente na atualidade. A retórica violenta e intolerante que permeia essa ideologia pode influenciar jovens e adolescentes, que muitas vezes são vulneráveis a influências externas, a adotarem comportamentos agressivos e discriminatórios. Além disso, a ascensão de valores conservadores, historicamente presentes em sociedades como a nossa, com forte influência de dogmas religiosos, catalisam de forma determinante a postura discriminatória (racista, homofóbica, misógina, xenofóbica).
Diante desse cenário, muitas pessoas têm proposto medidas para aumentar a segurança nas escolas, como a militarização do ambiente escolar. Essa abordagem consiste em colocar policiais militares ou seguranças armados dentro das escolas, com o objetivo de prevenir a violência e garantir a ordem. No entanto, há riscos associados a essa estratégia.
Em primeiro lugar, a militarização pode criar um clima de medo e intimidação entre os estudantes, que podem se sentir ameaçados pela presença de policiais armados. Isso pode prejudicar o clima escolar e afetar o bem-estar emocional dos alunos. Além disso, a militarização pode reforçar estereótipos negativos sobre a polícia e a violência, contribuindo para a formação de uma cultura de violência na sociedade.
Outro problema relacionado à militarização é que ela pode desviar recursos e esforços que poderiam ser melhor investido em outras áreas da educação, como a formação de professores, o desenvolvimento de metodologias pedagógicas mais eficazes e a melhoria das condições de infraestrutura e de trabalho aos profissionais da educação. Além disso, a militarização pode criar uma falsa sensação de segurança, que pode levar a negligenciar outras questões importantes, como a prevenção do bullying, a promoção da igualdade de gênero e a garantia dos direitos humanos dos estudantes.
Em síntese, o aumento da violência nas escolas nos últimos 20 anos é um fenômeno preocupante que exige ações efetivas e responsáveis para garantir um ambiente escolar seguro e saudável para todos. O espaço escolar deve ser retomado como um local de proteção aos direitos da infância e adolescência, e com essa finalidade é imperativa a implementação, nas próprias escolas, de projetos de intervenção que focalizem as relações sociais entre adolescentes e a formação dos professores e equipe diretiva para ação efetiva na prevenção de possíveis casos de violência escolar.
Simted Corumbá/Assessoria de Imprensa (Charge: Latuff)

quinta-feira, 30 de março de 2023

PCCR dos Administrativos: caminhada de lutas para reparar injustiças com uma classe esquecida

O Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos Administrativos é resultado de mobilização e lutas da classe trabalhadora. Não fosse esse empenho pela valorização de uma categoria quase sempre esquecida e relegada a um segundo plano no sistema da Educação, o PCCR permaneceria igualmente esquecido nos arquivos do Município. A verdade é que o PCCR dos Administrativos nunca foi tratado como prioridade, mas agora, após muitos anos negligenciado, caminha para ser constituído.
O PCCR de fato ainda não existe, está em implementação, através da instituição de uma comissão mista, criada e publicada em Diário Oficial após mobilização dos administrativos da educação. O compromisso é que entrará em vigor a partir de janeiro de 2024, conforme promessa feita em reunião neste dia 22 de março, na Prefeitura, entre a Comissão de Estudos do PCCR e os secretários municipais de Planejamento e de Finanças do Munícipio.
Portanto, quando o Simted Corumbá afirmou em Nota de Esclarecimento que ainda não existe um PCCR é porque de fato, em todos esses anos de administração pública, desde o primeiro concurso para administrativos, há 20 anos, o PCCR nunca existiu. Só agora, passadas duas décadas, entre lutas, embates e reuniões, ele caminha para sua concretização. E isso se deve essencialmente à vontade e dedicação dos trabalhadores administrativos da Educação e à base sindical. A iniciativa para sua concretização partiu unicamente da classe trabalhadora.
Até outubro deste ano prevê-se que o PCCR dos Administrativos já terá ganho uma formalização para ser regulamentado legalmente em janeiro de 2024. Detalhes sobre a constituição do PCCR foram repassados e discutidos com os trabalhadores em Assembleia promovida pelo Simted Corumbá no dia 23 de março, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Mobiliário, na rua 15 de Novembro, área central de Corumbá.

Mais de quarenta trabalhadores participaram desta Assembleia. É importante agora a mobilização, a comunicação e o interesse de todos, para que a Comissão de Estudos, integrada por dois representantes da base sindical, possam incluir no PCCR todas as demandas dos administrativos.
Deslocamento de funções em salas de aula, horas extras não remuneradas, acúmulo de funções, graduação não reconhecidas para elevação de nível na escala salarial são algumas das incorreções que precisam ser reparadas.

Na verdade, o PCCR vai ajudar a corrigir muitas distorções que se tornaram praxe no sistema educacional. Nossa principal proposta é a criação do Subnível, diante da alegação dos gestores municipais de que já existe um Nível que não pode ser alterado. Esta proposta visa contemplar trabalhadores que, por exemplo, prestaram concurso para o nível fundamental mas hoje possuem graduação de nível médio ou superior.
Simted Corumbá/Assessoria de Imprensa


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Assembleia define Comissão de Estudos do Simted Corumbá para integralizar Piso do Magistério


A primeira Assembleia Geral de 2023 discutiu com os filiados, nesta quarta, 8 de fevereiro, na sede do Simted Corumbá, importantes pautas para as categorias dos professores e administrativos, no que diz respeito ao encaminhamento do PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações) dos Administrativos e à campanha da Integralização do Piso Nacional Salarial do Magistério.

Com a inscrição voluntária de membros, começou a ser definida a Comissão de Estudos do Plano de Cargos e Carreiras do Magistério da Rede Municipal para a Integralização do Piso Nacional Salarial do Magistério para carga horária de 20 horas.

Como se sabe, ainda estamos sob a vigência do Piso Nacional Salarial com carga de 40 horas, enquanto muitos outros municípios, até menores que Corumbá, já integralizaram o Piso com carga horária de 20h.


PCCR DOS ADMINISTRATIVOS

 Os filiados receberam informações sobre o andamento do processo de implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) dos Administrativos da Rede Municipal. O Simted Corumbá tem agendada com o Executivo e secretários responsáveis da Prefeitura um encontro para logo após o Carnaval para dar andamento aos estudos e defendermos nossos posicionamentos.


PIS PASEP

 Com relação do PIS PASEP referente a 2020 e que deixou de ser depositado devido a um erro da Prefeitura, que perdeu o prazo, o Simted Corumbá orienta aos filiados prejudicados que procurem o advogado sindical para esclarecimentos jurídicos. O advogado sindical atende todas as sextas-feiras na sede do Simted.

Simted Corumbá/Assessoria de Imprensa



 

 

 

 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Projeto Copa do Mundo: Roda de Conversa aborda violação de direitos humanos no Catar


A violação dos direitos humanos no Catar, país sede da Copa do Mundo de Futebol de 2022, foi o tema da Roda de Conversa ``O outro lado da Copa´´, que contou com apoio do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted Corumbá), na manhã de 2 de dezembro, na Escola Estadual Otacílio Faustino da Silva.

O evento fez parte do Projeto Copa do Mundo no Catar, com desfile de bandeiras e trajes típicos dos 32 países participantes da Copa, torneio de ``embaixadinhas´´ (controle de bola), apresentações musicais (com os cantores Braguinha e Paulo César) e show circense com o palhaço chileno Caradura, além de exposição de arte de alunos (pinturas à guache).


A Roda de Conversa integrou o subtema História Crítica, Cultura, Política e Sociedade na Copa do Mundo, de autoria do professor José Lourenço Santiago, e teve explanação do jornalista e assessor de Imprensa do Simted Nelson Urt, com participação e apoio do presidente do Simted Gabriel Omar Postigliatti. Outro subtema, de autoria da professora Adriana Costa, contou com exposição de bandeiras de países participantes da Copa no Catar, com confecção artesanal e material reciclado.

O OUTRO LADO DA COPA

De acordo com dados divulgados pelas Ongs (Organizações não governamentais) Anistia Internacional e Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos), o Catar está entre os países com as piores condições de vida para mulheres, devido à discriminação sistêmica contra elas.


Pessoas do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros) não são aceitos. A homossexualidade é criminalizada, com penas que variam de 7 a 10 anos de prisão para casos confirmados de relacionamentos entre homens e entre mulheres.

Leis, regulamentos e práticas do Catar impõem regras discriminatórias de tutela masculina (quem manda é o homem), negando às mulheres o direito de tomar decisões importantes sobre suas vidas. É negado a elas o direito de trabalhar em determinados postos do Governo e até de receber cuidados de saúde reprodutiva (exames ginecológicos, por exemplo). Para estudar no Exterior ou para se casar precisam obter permissão de seus ``guardiões´´ (homens que mandam na casa). Denúncias de estupro acabam se voltando contra a mulher, já que podem ser consideras como uma confissão.


Diante de todo esse quadro, surge a pergunta: como é que um País que viola explicitamente os Direitos Humanos e sem nenhuma tradição no futebol é escolhido para sediar o maior evento do esporte mundial?

Parece simples, mas é um fato: País mais rico do mundo, com renda per capita de 124 mil dólares, turbinado por altas reservas de petróleo e gás natural, membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o Catar encontra hoje no mundo capitalista o campo perfeito para disseminar sua filosofia pragmática de ``pagou/levou´´.

DITADURA MONÁRQUICA

Trata-se de uma Monarquia Absolutista (ditadura), sem partidos, sem eleições, no poder desde 1825, governada pela mesma família Al Thani, baseada em um Código Penal e outras leis medievais, amparada por uma fortuna incalculável.


Para se ter uma ideia, o Reino do Catar comprou o principal time de futebol da França, o PSG, que passou a contar com os supercraques Neymar e Messi, além de manter o francês M´bapé. A força dos petrodólares comprou também a influência dos principais órgãos reguladores do esporte europeu, como a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e a União Europeia de Futebol (UEFA). Nasser Al Khelaifi, amigo do rei do Catar e presidente do PSG, ganhou a presidência da Associação de Clubes Europeus.

Pela lógica do mercado capitalista do futebol, o Catar, como dono da bola, entrou pela porta da frente no clube dos poderosos do futebol mundial e ganhou o direito de sediar e disputar a Copa do Mundo 2022. Há suspeitas de que os dirigentes da FIFA foram subornados para a escolha do País que nem estádio de futebol adequado possuía e teve de construir 8 às pressas. Mas nem seria preciso suborno, dado o enorme poder de barganha que a estrutura mercantilista do futebol oferece a reinos bilhardários como o Catar. Tamanha influência permitiu que a seleção do Catar participasse, como convidada, da Copa América de 2019, disputada no Brasil.

MORTES SÚBITAS NAS OBRAS

O reino gastou US$ 220 bilhões de dólares para construir toda a infraestrutura para a Copa. E até nisso violou os direitos humanos dos trabalhadores imigrantes, a maioria indianos, que participaram da construção dos estádios, novo metrô e outras obras.


Dados oficiais registraram a morte de 1345 indianos e 676 nepaleses, atribuídas a causas naturais, nas obras dos estádios, mas a Anistia Internacional e a Human Rights Watch suspeitam que foram pelo menos o dobro de mortes súbitas de jovens saudáveis (muitos trabalhando 18 horas ininterruptas), que ficaram sem investigação. A população do Catar é de quase 3 milhões, mas 75% são imigrantes que formam a massa de mão de obra, e apenas 280 mil catarianos.

De onde se conclui que o enorme acúmulo de riqueza de uma minoria, ao invés de tornar o reino do Catar uma monarquia justa, humana e marcada pela paz acabou transformando-a em um império de perversidade e banalização da vida.

Na Roda de Conversa com os estudantes, ficou a reflexão de que juntos devemos lutar pelos direitos humanos e a aprender a ver um jogo de futebol com o coração quente, mas com a cabeça fria, ou seja, com inteligência. E procurar enxergar o que existe por trás de uma Copa e de um exótico e aparentemente inocente turbante árabe.





 

 

 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Projeto trabalha identidade do campo, escrita e leitura na Monte Azul

A professora Sonia Regina da Silva Tomichá deu ênfase à questão da identidade campesina ao preparar o projeto Jardim do Amor: Plantando Flores, Cultivando Amor para a turma do 2º Ano da Escola Municipal de Educação Integral Monte Azul, que fica no Assentamento Taquaral em Corumbá.

``Por estarmos numa Escola do campo a gente sente a necessidade de estar sempre trabalhando a questão identidade campesina, que é muito menosprezada´´, afirmou ao Simted Corumbá a professora Sonia, graduada em Pedagogia e Ciências Sociais, com especialização em Educação Especial. ``E aí a gente vem com um currículo de campo e pensamos nesse ano trabalhar o Jardim do Amor juntamente com outro projeto que é Leituração´´, acrescentou.


``As crianças me surpreenderam, quanto mais a gente ensinava, mais elas queriam aprender, esse foi um ponto brilhante. Trabalhamos o texto Jardim na Escola para escrita e leitura, e aí surgiu o livro, costurando poesias com mensagens´´, destacou.

O primeiro livro teve foco informativo, voltado aos sentimentos, com relatos das crianças sobre brinquedos que levaram para casa e que compartilharam com outros membros da família. Os relatos, ilustrados por desenhos, compõem um dos livros impressos pela professora.

O segundo livro foi dedicado às poesias. Um dos alunos escreveu que ``a força ajuda a carregar o peso´´ e esta sua mensagem chamou a atenção da professora. ``A gente trabalha muito o coletivo, então nessa poesia ele demonstra que entendeu a mensagem´´, constatou a professora, ressaltando ainda a boa participação dos pais no desenvolvimento e culminância do projeto.

O projeto foi apresentado a toda a comunidade escolar neste dia 29 de novembro na Escola Monte Azul. Cada criança leu sua poesia. No final, os alunos participantes autografaram os livros. A direção do Simted Corumbá esteve presente na culminância por meio de seu presidente Gabriel Omar da Matta Postigliatti e da Assessoria de Comunicação.

Simted Corumbá/Assessoria de Comunicação







 

 

 

 

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Em Assembleia, Simted estuda tomar medidas judiciais e outras ações em negociação por reajuste


Pela primeira vez, há mais de um ano da gestão Educação, Resistência e Luta, a direção do Simted Corumbá foi recebida pelo Chefe do Executivo. Desta reunião ocorrida na manhã de quarta-feira, 23 de novembro, resultaram decisões e propostas que foram discutidas durante Assembleia Geral no período da tarde na sede do Simted. Na Assembleia foi aprovado que continuaremos firmes no propósito de receber o reajuste de 9,94% referente ao IPCA de 2020/2021 e na luta pela integralização do Piso Nacional do Magistério para 20 horas.

Os trabalhadores em Educação decidiram manter a Mobilização e discutir novas estratégias de luta. Para fevereiro de 2023 está aprovada a realização de Assembleia como forma de reforçar nossas principais reivindicações. Não abrimos mão dos 9,94% referente ao período 2020/2021, que não foi pago, juntamente com a aplicação do índice de 2023.

Uma outra Assembleia deve ocorrer assim que o Executivo marcar nova reunião com o Simted Corumbá, pré-agendada para a primeira semana de março de 2023.

O Chefe Executivo se diz amparado pela Lei Complementar 173/20 para não conceder o reajuste de 9,94% devido à categoria do Magistério. A Lei Complementar 173/20 foi criada pelo atual governo federal suspendendo reajustes de qualquer natureza aos servidores públicos para que os Municípios concentrassem recursos de combate à Covid-19 na fase aguda da pandemia.

Mesmo superado esse período de emergência da pandemia, o Chefe do Executivo informou a este Sindicato que não tem condições de conceder reajuste neste ano, e só abre a possibilidade de isso ocorrer em 2023 caso a Receita do Município reaja positivamente, dependendo do fluxo de entrada de recursos provenientes dos impostos pagos pela Mineração (CFEM) e do aumento do ICMS.

Nova gestão do Simted é recebida pela primeira vez pelo Chefe do Executivo

Ainda segundo o Executivo, todas as medidas estão condicionadas à previsão do Orçamento para 2023, e de acordo com análises de sua equipe econômica uma ideia nesse sentido estará sendo formada após os dois primeiros meses do ano.

De qualquer forma, a direção do Simted refutou tal argumentação e reafirmou ao Chefe do Executivo que pretende ver o reajuste de 9,94% ser incorporado ao Orçamento de 2023, reivindicação que aliás vem sendo feito há um ano, mesmo porque a medida que suspendia os reajustes vigorou até 31 de dezembro de 2021. Agora, sem as restrições legais previstas por esta lei, os servidores públicos terão a possibilidade de receber os benefícios trabalhistas e o poder público terá oportunidade de  readequar os gastos dos cofres públicos pós-pandemia.

O Simted Corumbá entende que o pagamento do percentual devido do período 2020/2021, além de ser previsto em lei é também uma luta política, por isso a Mobilização será contínua na busca desses direitos.

PCCR DOS ADMINISTRATIVOS

O Chefe do Executivo informou que já solicitou estudos para implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos Administrativos da Educação. Esta decisão vai ao encontro da proposta encaminhada ao Executivo pelo Simted Corumbá após formar Comissão de Estudos do PCCR, além de indicar dois membros e dois suplentes para a Comissão formada na Prefeitura. A direção do Simted Corumbá esclarece que a criação do PCCR é resultado da luta dos trabalhadores administrativos para corrigir desigualdades salariais acumuladas ao longo dos anos em várias gestões. Pela primeira vez os servidores administrativos da Educação são protagonistas na luta de seus direitos. O Simted Corumbá, como agregador de todos os trabalhadores da Educação, mobiliza e apoia os Administrativos na reivindicação de seu direito primordial, que é a implantação do PCCR.

CONVÊNIO CASSEMS

Em resposta a outro questionamento do Simted Corumbá, o Chefe do Executivo municipal informou que estão por enquanto suspensas novas adesões ao plano de saúde do convênio da Cassems porque o valor do teto, estabelecido na lei municipal que firmou o convênio, foi ultrapassado. Diante disso, segundo o Executivo, foi solicitado o aumento do teto para o ingresso de novos filiados. Informa ainda que será aberto credenciamento para ingresso de novas empresas de Planos de Saúde para ampliar oferta e concorrência.

PAGAMENTO DO PIS-PASEP

Durante a reunião, questionado pelo Simted Corumbá, o secretário de Planejamento da Prefeitura informou que vai solicitar informações do Ministério do Trabalho a respeito do pagamento devido do PIS-Pasep referente a 2021. Por uma falha administrativa municipal, os valores ficaram retidos e não foram depositados no Banco do Brasil. O pagamento deverá ocorrer até o final deste ano, segundo o secretário.

Simted Corumbá/Assessoria de Imprensa






 

 

 

 

 

 

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